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My Cherry Lips

Um blog sobre moda, beleza e lifestyle, onde partilho convosco tudo o que gosto e que faz parte do meu dia a dia.

Qui | 20.03.14

O Vida de Desempregada desmistifica o processo de procura de emprego

 

Depois de termos procurado saber junto dos nossos leitores: qual o melhor site para procurar emprego em Portugal? O Vida de Desempregada desafiou Tiago Vaz de Almeida, um director de Recursos Humanos a dar-vos umas dicas de como procurarem emprego e se preparem para a ansiada entrevista. 

 

O processo de procura de um novo trabalho é exigente. Do ponto de vista emocional pode ser um processo desgastante. O stress financeiro, o medo, a rejeição, a desorientação pela mudança e julgamento social são apenas alguns dos factores que podem adulterar a forma como abordamos o mercado de trabalho.

 

Um dos desafios que lanço é que reflicta sobre a expressão “mercado de trabalho”. É relevante que se seja claro para todas as pessoas que procuram um novo trabalho, que o mercado rege-se na dinâmica da procura e da oferta; que o trabalho compra-se e vende-se e que o valor é maior ou menor consoante a escassez ou abundância da oferta. Reparei ao longo das entrevistas que realizei que a maioria dos candidatos apenas ambicionavam um rendimento. As empresas e as empresas de recursos humanos tendem a procurar valor no recurso que procuram contratar.

 

Procure saber qual é a sua proposta de valor para as funções a que se está a candidatar. Pergunte aos seus familiares e amigos ou a anteriores colegas e patrões. É importante, gerará mais confiança e se for confrontada com uma pergunta nesse âmbito durante uma entrevista terá uma resposta forte e segura ( que nem sempre é fácil quando falamos de nós).

 

Os currículos 

A forma como o mercado está faz com que a esmagadora maioria das vagas receba uma imensidão de currículos. A maioria deles nem correspondem aos critérios exigidos o que obriga as empresas a longos e penosos processos de triagem.

Aconselho a apresentar um currículo completo, de fácil compreensão e com uma óptima fotografia. Use o Modelo Europeu e apague os campos para os quais não tem informação; é melhor do que ficar em branco. Se quiser marcar a diferença ligue para a empresa, diga o seu nome, e pergunte se a vaga ainda está aberta. Ligue um ou dois dias depois de enviar o currículo, diga o seu nome, e pergunte se o receberam. Não se incomode com a estranheza da reacção. O que interessa é que memorizem o seu nome. Se quiser mesmo marcar a diferença perceba se faz sentido dirigir-se à empresa com o currículo na mão. Pode ser uma vantagem. Quase ninguém o faz.

 

A entrevista

A partir do momento em que a entrevista está agendada lembre-se que a avaliação é mútua: você escolheu enviar o currículo para aquela empresa e naquela empresa alguém escolheu entrevistá-la. Pense que do lado da empresa o trabalho de casa foi feito: definiram os critérios e seleccionaram alguns candidatos de uma série maior que imagina. Assim sendo, faça o seu trabalho de casa: use a internet e estude tudo o que for possível sobre a empresa, os seus líderes e sobre o entrevistador. Quanto maior for o seu cabaz de informação para conseguir alimentar uma conversa, melhor. E sim, faça tudo o que estiver ao seu alcance para conversar com o entrevistador . Se quer marcar a diferença faça perguntas sobre a vaga para a qual está a concorrer, sobre a história e os objectivos da empresa. Some a isto uma descrição sempre positiva das suas experiências profissionais porque a verdade é que mesmo que tenham corrido mal aprendeu alguma coisa. O seu objectivo é apresentar-se no seu melhor de forma a ficar destacada na memória de quem a está a entrevistar.

 

A importância da imagem

A realidade de uma entrevista é como a de um “speed dating”: não há muito tempo para a conhecerem. E neste caso a forma como se apresenta é fundamental. Não imagina o numero de candidatos que se apresentam mal arranjados nas entrevistas.

A consultora de moda e designer Andreia Grilo aconselha que “as candidatas se apresentem sempre imaculadamente arranjadas vestindo um conjunto formal e profissional com o qual se sintam muito confiantes”. Mais acrescenta que “os códigos de vestuário são uma parte da nossa sociedade e é importante ter essa noção para tomar as melhores decisões sobre o que vestir ou como usar a maquilhagem”. Lembre-se que o objectivo é estar confiante e passar essa confiança a quem a entrevista. Se tiver dificuldades na escolha “opte sempre por fato/tailler com cores neutras, com calça ou saia pelo joelho, e acrescente um lenço ou um colar elegante com cor ou brilho de forma a destacar a sua expressão facial. Como vai falar mais do que ouvir convém que o conjunto destaque a sua face.

 

É também importantíssimo:

• Um penteado que a favoreça: nunca vá com o cabelo por arranjar.

• Maquilhagem discreta e bem aplicada (rímel, sombra em tons neutros e creme hidratante de cor são para usar e lembrem-se que as olheiras estão proibidas)

• Usem sapatos que vos façam sentir confiantes, se for das que se sente melhor com salto alto use-os desde que mantenham a linha formal e profissional (fato com calças e salto alto pode ser uma excelente combinação)

Tenha uma estratégia e apresente-se sempre no seu melhor.

 

Tiago Vaz de Almeida (com o contributo de Andreia Grilo)

 

Obrigada, ao Tiago Vaz de Almeida e à Andreia Grilo por terem aceite este desafio. Acho que este post vai ser muito importante para os leitores do Vida de Desempregada e para mim própria.

Graziela