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My Cherry Lips

Um blogue de lifestyle bem docinho!

Qua | 16.08.17

Sardinha by Bordallo Pinheiro

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Fotos: Graziela Costa

 

Dizem que os meses da sardinha são junho e julho, mas eu discordo principalmente se as sardinhas forem Bordallo Pinheiro... Sim, porque sardinhas à parte estas duram o ano inteiro e ainda embelezam as nossas casas. 

 

Como fã assumida destas sardinhas e das peças da Bordallo (até tinha uma na minha wishlist de aniversário) não podia deixar de ir conhecer a sua nova coleção e nesse sentido hoje, partilho convosco algumas fotos da apresentação que decorreu no restaurante Zambeze, em Lisboa.

 

Sardinhas com o Darth Vader, com o Elétrico 28, com o Santo António ou mesmo a Amália são fruto de um concurso iniciado em 2014, em parceria com a EGEAC/Câmara Municipal de Lisboa, que todos os anos traz até nós mais peças baseadas no legado de Raphael Bordallo Pinheiro.

 

Este ano além das tradicionais Sardinhas by Bordallo chega às lojas a "Sardinha Intoxicada" da autoria de Bordallo II, um street artist cujo trabalho podem conhecer aqui.

 

Para quem quiser conhecer todas as sardinhas da coleção basta ver a loja online (na primeira compra online de qualquer produto têm 10% de desconto) ou dirigir-se às lojas Vista Alegre em todo o país, às lojas da Bordallo Pinheiro de Lisboa, Caldas da Rainha, Viseu e Braga ou nos corners da marca no El Corte Inglés de Lisboa e Gaia.

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"Sardinha Intoxicada" da autoria de Bordallo II (edição limitada)

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Nem Raphael Bordallo Pinheiro faltou à festa

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A coleção Sardinha by Bordallo

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Peças do mar

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Estas podiam vir viver cá para casa

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Sardinhas everywhere

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Graziela
Ter | 15.08.17

10 artistas a não perder no Vodafone Paredes de Coura 2017

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O Festival Vodafone Paredes de Coura 2017 começa amanhã e como tal não podia deixar de partilhar convosco as 10 bandas/artistas a não perder neste festival.

 

Rock, estreias há muito esperadas e muitos mergulhos são os destaques deste que é o meu festival de verão favorito (bem, sei que alguns têm bandas ainda mais fixes, mas não há nada como aquele anfiteatro natural). Como já é habitual eu vou lá estar a fotografar para o Festivais de Verão e a gozar os meus merecidos dias de férias (sim, eu tiro férias para ir trabalhar mais lol).

 

Agora, sem mais demoras deixo-vos os dez concertos que eu não vou perder neste Vodafone Paredes de Coura 2017 e umas dicas se ainda não fizeram a vossa mala de viagem.

 

Vemo-nos no Couradíso!

 

Nick Murphy (Chet Faker)

 

At The Drive In

 

 Foals

 

 Future Islands

 

 Beach House

 

 Benjamin Clementine

 

 Ty Segall

 

 Young Fathers

 

 Throes + The Shine

 

 You Can't Win Charlie Brown

Graziela
Seg | 14.08.17

Cais Palafítico da Carrasqueira

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Fotos: Graziela Costa

 

Sabem aqueles locais que vocês vêm na Internet e não descansam até irem lá... Bem, para mim o Cais Palafítico da Carrasqueira, em Alcácer do Sal era um desse sítios... E finalmente fotografei-o na esperança que vocês também fiquem fascinados e vão lá visitá-lo.

 

Construído nas décadas de 50 e 60 pelos populares da região, o Cais Palafítico da Carrasqueira é uma espécie de "porto" que permite o acesso dos pescadores aos barcos, mesmo durante a baixa-mar. Sendo de madeira e estando sempre em contacto com a água, esta estrutura sofre um desgaste bastante rápido, por isso as suas peças são substituídas regularmente as "paisagens" construídas são sempre diferentes.

 

Para o visitar aconselho-vos a irem ao final do dia, isto é 18h ou 19h porque o pôr do sol lá é fantástico!

 

Agora, umas fotografias para vos mostrar o quanto este sítio é mágico.

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Graziela
Sex | 11.08.17

À Terra, um restaurante para descobrir no Santiago Hotel Cooking & Nature

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Fotos: Graziela Costa

 

Nada como uma boa refeição e um sítio agradável para recuperar energias depois de um festival de verão... E era mesmo isso que procurávamos quando fomos ao À Terra, um restaurante para descobrir no Santiago Hotel Cooking & Nature.

 

Aberto há cerca de três semanas, o À Terra é liderado pelo chef Diogo Águas e apresenta um menu composto por pratos com sabor ao que de melhor se pode encontrar na Costa Vicentina. Com uma decoração agradável e uma cozinha aberta ao público que nos permite ver as delicias que dali vão sair, o À Terra prometia.

 

Para começar a nossa refeição o chef apresentou-nos um couvert composto por pão tostado com ervas aromáticas, queijo curado e um chouriço assado no momento. Petiscos saborosos que nos abriram apetite para mais.

 

Seguiram-se duas entradas: "No forno a lenha...! A beringela, o tomate, a mozarela de Búfala, os orégãos e a rúcula", um prato delicioso que me lembrou a minha viagem a Itália e "O tártaro de atum e o abacate juntam-se ao tártaro de tomate e seu caldo", um prato fresco com sabores marcados que nos remete para os dias quentes de verão.

 

Como prato principal o chef sugeriu-nos "Atum, sementes de chia fumadas e batata-doce", uma sugestão mesmo à nossa medida, pois estando relativamente perto da costa não podíamos dizer que não a um peixinho. Principalmente porque o acompanhamento era fantástico e as sementes de chia fumadas davam-lhe uma textura crocante bem interessante.

 

Para a sobremesa escolhemos "O bolo de chocolate da minha mãe", uma receita que acompanha o chefe desde a sua infância e nos fez também recordar a nossa.

 

Em suma: uma refeição agradável num espaço moderno que é mais do que um restaurante de hotel.

 

Faltou ficar uma noite no Santiago Hotel Cooking & Nature, mas espero um dia lá voltar.

 

Agora, deixo-vos uma fotografias do espaço e da nossa refeição. 

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Uma decoração rústica e agradável

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Um espaço onde podem adquirir louças iguais às do restaurante

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Podemos ver o que o estão a cozinhar em qualquer momento

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Couvert

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 As entradas

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O tártaro de atum e o abacate juntam-se ao tártaro de tomate e seu caldo

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No forno a lenha...! A beringela, o tomate, a mozarela de Búfala, os orégãos e a rúcula

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O chef Diogo Águas

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Atum, sementes de chia fumadas e batata-doce

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O bolo de chocolate da minha mãe

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A vista para o Castelo de Santiago do Cacém

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 A entrada

Graziela
Qui | 10.08.17

Passatempo My Cherry Lips / Aerosoles

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Pôr os pezinhos ao sol num calçado confortável é bom, não é? E se eu vos disser que a Aerosoles tem dois pares de sandálias Light Breeze número 36, em azul ou prateado (a cor de envio é aleatória) para oferecer a duas leitoras do blog melhor ainda, não? 

 

Aliás, se bem vos conheço tenho a certeza que vocês vão adorar este presente, até porque além de giros os modelos desta marca são sempre super confortáveis (eu tenho umas Girl Talk e estou fã). Ah e se quiserem descobrir o resto da coleção de primavera/verão da Aerosoles basta consultarem este post.

 

Para participarem neste passatempo e se habilitarem a ganhar um dos dois pares de sandálias que temos para oferecer basta preencherem o formulário abaixo até ao final do dia 27 de agosto de 2017 à meia noite (atenção, existem entradas obrigatórias).

 

NOTA: Este passatempo só é válido para residentes em Portugal. Os vencedores serão apurados via random e contactados por email.  

  

Boa sorte!

 

PS: Não se esqueçam de participar no passatempo Yves Rocher

 

a Rafflecopter giveaway

Graziela
Qua | 09.08.17

Meo Sudoeste 2017

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Fotos: Graziela Costa

 

Já devem ter dado conta que eu vou a muitos festivais de verão, mas 99% das vezes vou em trabalho, por isso acabo por não me divertir tanto quanto gostava. Desta vez, decidi escolher um festival para "aproveitar" à seria e fui ao Meo Sudoeste só mesmo para ver Jamiroquai.

 

Um momento especial, pois esta foi a terceira vez que vi a banda britânica liderada por Jay Kay (a última vez também tinha sido no SW) e regressei à Herdade da Casa Branca depois de seis anos de ausência.

 

Bem sei que, seis anos parece pouco tempo, mas a verdade é que notei logo que o recinto estava diferente e que a faixa etária claramente tinha mudado. No entanto, estava decidida a divertir-me e dei uma oportunidade aos artistas que habitualmente não ouço. Vi um pouco de April Ivy, vibrei do inicio ao fim com a atuação dos Jamiroquai, fiquei a conhecer Dengaz e ainda "abanei o capacete" ao som de Blaya e Afrojack, mas o melhor foi mesmo não ter horários, poder andar de um lado para outro sem ter quilos de material fotográfico às costas e andar na roda gigante.

 

Para o ano não sei se volto, mas soube bem ter estes momentos em boa companhia.

 

Agora, umas fotos do dia 5 de agosto, no Meo Sudoeste 2017.

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A vista da roda gigante

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Um autêntico parque de diversões

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April Ivy

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Jamiroquai

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"Electra" por Blaya

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DJ Van Breda

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 Dengaz

Graziela
Ter | 08.08.17

Clarins Love & Kisses

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Fotos: Graziela Costa

 

Se leram o post com a minha wishlist de aniversário há dois meses atrás devem lembrar-se que estavam lá alguns produtos da Clarins, nomeadamente, o Lovely Lip Balm. Um produto já andava a "namorar" há anos (descobri-o numa ida à Marionnaud na véspera de um dos meus aniversários) e que recentemente foi alvo de uma edição especial (o produto em si já existe há algum tempo). 

 

Confesso que, as minhas expectativas em relação a este Lovely Lip Balm eram bastante altas, aliás são sempre porque é uma das minhas marcas favoritas, mas mais uma vez a Clarins não me desiludiu e apresentou-me um produto com um packaging cuidado (adoro os desenhos dos lábios na embalagem), uma textura suave, um cheiro frutado que me parece ser de romã e um efeito brilhante bastante elegante. Claro que, o mais importante é o facto de ele cumprir a sua função: hidratar os meus lábios, e quanto a isso estou bastante satisfeita.

 

A par deste lançamento, a Clarins lançou também o Skin Ilusion Blush. Um produto disponível em três cores: rosa, vermelho e castanho, que tal como o Lovely Lip Balm têm um packaging bastante romântico, mas neste caso a embalagem é decorada com corações.  

 

Funcionais que bastem, estes blushes têm um espelho no topo e e uma esponja no interior que ajuda a aplicar o produto de forma bem simples. O meu é o Luminous Pink (1) e ao aplicá-lo ganho logo um ar "mais saudável". Para além disso, como é tão prático e pequenino posso trazê-lo na carteira e retocar a minha maquilhagem em qualquer momento do dia.

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Lovely Lip Balm

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Skin Ilusion Blush

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Graziela
Seg | 07.08.17

Ser turista na minha cidade - Parte 58: Museu do Teatro Romano

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Fotos: Graziela Costa

 

Acordar cedo ao domingo de manhã custa, mas para descobrir novos monumentos custa bem menos por isso, hoje apresento-vos o Museu do Teatro Romano. Parte integrante do Museu de Lisboa, este espaço alberga as ruínas do teatro romano de Olisipo (construído na época do imperador Augusto) e lá podemos descobrir alguns dos mais belos artefactos que pertenceram aos antigos habitantes de Felicitas Iulia Olisipo.

 

Moedas, púcaros, estátuas e escavações a céu aberto são alguns dos destaques deste museu que tem também uma vista fantástica sobre o rio Tejo.

 

Para o visitar basta dirigirem-se à Rua de São Mamede, nº 3 A, de terça a domingo das 10h às 18h. De notar que, a entrada é paga, mas aos domingos entre as 10h e as 13h é livre, por isso toca a aproveitar!

 

Agora, deixo-vos algumas fotos para vos despertar a vontade de visitar este museu e se quiserem ver mais "Ser Turista Nesta Cidade", basta carregarem aqui.

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Graziela
Sex | 04.08.17

15 coisas essenciais para levar para a um festival de verão

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 Foto: Graziela Costa

 

Depois de ontem ter escrito sobre um tema forte, hoje escrevo sobre algo mais leve: festivais de verão. Temática sobre a qual já me considero uma especialista (eheheh). Assim sendo, partilho convosco 15 coisas essenciais para levar para um festival de verão.

 

  • Uma tenda resistente, com revestimento duplo (e cadeado) e fácil de montar porque num festival é preciso ser rápido a encontrar o lugar ideal.
  • Um saco de cama pouco volumoso, mas quente ao mesmo tempo, pois no Sudoeste é sempre um calor infernal, mas em Paredes de Coura faz sempre frio à noite.
  • Uma esteira, porque nunca se sabe em que tipos de terreno vão acampar e as costas têm de aguentar pelo menos quatro dias de boa música e diversão.
  • Uma mochila grande, preferencialmente de campista para poderem levar todo o material de campismo e roupa.
  • Roupa prática e leve como calças, calções e t-shirts e claro, uma roupa mais quente para a noite. No caso de Paredes de Coura é importante levar também um impermeável, já que chove a maioria das vezes.
  • Calçado confortável (sapatilhas e chinelos), de preferência velhos porque se vamos para um festival é para nos divertirmos e não para estarmos a pensar se vamos estragar a roupa ou não. Ah e se forem a Paredes de Coura levem também umas galochas, pelo motivo já referido anteriormente.
  • Máquina fotográfica, caso sejam amantes da fotografia, carregadores e powerbank.
  • Protetor solar, boné ou um lenço (serve para a cabeça e para proteger a garganta à noite) e fato de banho se quiserem dar um mergulho no rio ou no mar.
  • Uma mochila ou uma bolsa mais pequena para guardarem os documentos, a máquina fotográfica e o telemóvel.
  • Molas, um cordão para a roupa e um saco para o lixo, acreditem ou não dão sempre jeito.
  • Um mini fogão / fogareiro e uma panela caso queiram poupar dinheiro nas refeições.
  • MP3 com as músicas dos artistas que vão estar no festival para não apanharem uma seca durante a viagem e na altura do concerto já saberem as letras de cor e salteado.
  • Água termal para se irem borrifando ao longo do dia.
  • Toalhitas de bebé e lenços de papel.
  • Boa disposição e coragem para enfrentarem os melhores quatro dias do vosso verão.

Vejo-vos em Paredes de Coura?

Graziela
Qui | 03.08.17

Não devemos ter vergonha de pedir ajuda

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 Foto: Graziela Costa

 

Há duas semanas o mundo recebia a notícia da morte de Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park e uma das figuras mais influentes da música feita nos anos 2000. Chester tinha 41 anos e tinha-se enforcado. Para muitos era mais um músico que se tinha suicidado e mesmo eu confesso que nos primeiros minutos após ter lido a notícia pensei o mesmo. No entanto, mais tarde quando fui dormir comecei a pensar: os Linkin Park foram a primeira grande banda que vi. Tinha 16 anos, tinha me esforçado para melhorar as minhas notas (era a condição que os meus pais me impuseram para ir ao concerto) e ir ao concerto desta banda no dia 9 de setembro de 2003 mudou a minha vida.

 

Mudou porque quando as luzes se apagaram e se começaram a ouvir os primeiros acordes de guitarra e os gritos do público eu senti "ok, isto é o meu mundo e eu vou ter de trabalhar em algo assim, só não sei em quê". No entanto, não foi só a minha vontade em trabalhar na área da música que os Linkin Park influenciaram, pois foi a sua música que também me deu força para aguentar toda adolescência. Aliás, lembro-me perfeitamente de todos os dias vir da escola, a sofrer, após ter sido sido vítima de mais um episódio bullying e fechar-me no quarto a ouvir e a cantar o "Hybrid Theory".

 

Na altura, aquele disco parecia curar instantaneamente todos os males da minha vida e apesar de não ter curado, sentir aquela raiva na voz e ler aquelas letras que me lembravam o que eu estava a passar trazia-me algum conforto.

 

Aliás, não era só a mim que aquelas músicas traziam algum "conforto", pois elas eram o "apoio" de todos aqueles que tal como eu se identificavam com os sentimentos presentes nas músicas dos Linkin Park. Assim, saber que ele se tinha suicidado era uma desilusão porque "poxa" se ele me ajudou porque é que ninguém o ajudou a ele. Ou se calhar ele nem pediu ajuda e foi aí que eu percebi o que eu tinha feito há cerca de um ano e meio atrás.

 

Ora, em maio de 2016, numa noite em que estava de rastos porque tinha perdido o meu pai, estava a odiar o meu trabalho e eu e o meu namorado tínhamos acabado decidi fazer algo de que hoje me arrependo, isto é decidi tomar uma carteira inteira de calmantes/tranquilizantes com intuito de "apagar".

 

Nessa noite estava a chorar compulsivamente, a minha cadela andava à minha volta desesperada e eu liguei ao meu ex namorado a pedir para ele me vir trazer as chaves de casa que eu lhe tinha dado. Não precisava delas, mas tinha vergonha de pedir ajuda para evitar fazer aquilo. Lembro-me também que lhe liguei três vezes aos berros a pedir as chaves e de ele me dizer que viria no dia a seguir, mas para mim não chegava eu precisava de ajuda naquele momento e a minha mãe vivia a 300 km de mim.

 

Na última chamada disse-lhe "João vou tomar uma série de comprimidos depois vem ver da Júlia." e assim fiz. Não sei o que ele sentiu naquele momento (sei que nunca me perdoou, porque ainda hoje me diz que o magoei como nunca ninguém o tinha feito), mas sei que passados uns minutos alguém do 112 me ligou e tivemos a conversa mais surreal de sempre e que na verdade não me ajudou nada, mas entretanto lá chegou uma ambulância e fui sozinha até ao Hospital de Santa Maria.

 

 

Já no hospital estive a soro (o João esteve sempre a falar comigo para não me deixar adormecer) e depois falei com um médico que me perguntou se eu queria mesmo morrer. A resposta é não. Não, eu não queria morrer, apenas queria "apagar durante uns tempos" e ingenuamente pensava que acordando umas semanas depois os meus problemas passariam. No entanto, depois de horas a soro e de o João me ter vindo deixar a casa e de me dizer "pronto agora ficas aí" eu percebi "ok, tenho de lutar por mim própria". Ele não iria lá estar mais e naquela noite só ficou porque eu implorei.

 

Depois deste episódio comecei a ir ao psicólogo e posso dizer-vos que ajudou. Só tenho pena é de ter sido "obrigada" a desistir das consultas porque eram incompatíveis com o meu trabalho. Ainda assim, foi aquela "má noite" que me fez decidir pôr um ponto final naquele trabalho que estava a acabar comigo e começar de novo a processar devagarinho a dor da morte do meu pai e o fim do meu namoro com o João, ou seja nem tudo tem de acabar numa decisão mal pensada. Podemos e devemos pedir ajuda e se eu soubesse o que sei hoje tinha ligado para o SOS Voz Amiga, tinha ligado à minha mãe ou a qualquer outra pessoa. Não podia era ter deixado que o medo me vencesse por isso, se estão a ler este post e de alguma forma se identificam com o que eu passei não desistam de vocês porque lá fora há todo um mundo que não podemos deixar fugir!

 

Posto isto, peço desculpa pelo que te fiz sentir naquela noite João e peço desculpa a todos os que gostam de mim e fiz sofrer com este ato.

Graziela